Freestyle 3


Concurso de MC's - União vs. Exclusão

União vs. Exclusão é um projecto realizado em parceria com a Associação “IN” Realidades do Bairro da Rosa, em Coimbra, e que surge no contexto da luta contra a exclusão social. No âmbito deste projecto será realizado um concurso de MC’s, destinado a todos os residentes do Bairro da Rosa ou arredores, na cidade de Coimbra. O prazo limite para entrega de músicas é o dia 31 de Agosto e o regulamento pode ser consultado em: http://mcruze.blogspot.com/2009/06/coimbra-unida-contra-exclusao-social.html O vencedor terá oportunidade de participar no EP “União vs. Exclusão” juntamente com MC Ruze e outros MC’s da cidade de Coimbra.

Vídeo do projecto (concurso): http://www.youtube.com/watch?v=ytSNTMT9vhc Agenda:14 de Agosto (22h) – Apresentação do projecto “União Vs. Exclusão” com MC RUZE, MABRO, MIXEL e DJ SWEAT (Entrada: 5 euros)29 de Agosto – MC RUZE, Esplanada Central, Fnac Fórum Coimbra.

29 de Junho, 17h, FNAC Colombo

A Fnac e a Diálogo e Acção, no âmbito a Festa da Música, propõem um dia dedicado à culltura hip-hop abordando uma multiplicidade de vertentes. Uma apresentação que inclui a projecção de documentários, dança, workshops, debates e uma exposição com a polémica arte dos grafittis.

http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-lisboa/fnac-colombo/2009/6/2/a-cultura-hip-hop-num-dia

O Bronx está a arder… em criatividade e inovação

Aqui fica o texto que publiquei recentemente na Revista Freestyle, a nova publicação portuguesa sobre Hip Hop.
Abraços

Abertura:
A visita ao berço da cultura Hip-Hop, no South Bronx em Nova Iorque, contada numa espécie de diário de bordo serve de mote para a primeira grande reportagem da Freestyle. Que local é este sobre o qual se escrevem tantas coisas? Que mudanças aconteceram desde os anos 70? Qual o papel do Hip-Hop nessas novas vivências? Que futuro terá uma cultura que, nascendo no South Bronx, tem expressão em todo o mundo?

Por: Pedro Calado (
pedroc75@gmail.com) \ Fotos: Pedro Calado e Tricia Wang

Texto:
Trabalhar em contextos de exclusão social tem feito despertar a minha curiosidade pelo Hip-Hop e querer saber cada vez mais sobre esta cultura. Vivenciar desde há alguns anos, através do Programa Escolhas, o ambiente dos muitos jovens que, a partir do Hip-Hop, se mostram cada vez mais empenhados em serem activos nas suas comunidades, fez-me aprofundar conhecimentos e, mais recentemente, visitar o berço da cultura no Bronx, em Nova Iorque.

Durante a década de 70, a frase geralmente associada a um dos bairros mais pobres dos Estados Unidos da América era: «O Bronx está a arder» e reflectia o total declínio urbano que se vivia naquela zona. No entanto, e contra todas as expectativas, seria nesse lugar que o Hip-Hop iria surgir, enquanto resposta criativa por parte de jovens que procuravam saídas contra violência, a exclusão social e a falta de oportunidades.

Compreender o porquê do Hip-Hop ter aparecido no South Bronx implica perceber a importância crescente do automóvel na sociedade americana, bem como a construção de diversas auto-estradas que ligaram o Bronx ao centro de Nova Iorque, alterando completamente a geografia humana de uma área da cidade, até aí predominantemente ocupada pela classe média.

Com o êxodo dessas populações para o novo subúrbio de Nova Iorque (Levittown em Long Island, onde predominam, ainda hoje, as típicas casas de madeira, com vedações e relvados verdejantes), agora servido por vias rápidas até ao centro da cidade, foram também deslocalizados os empregos nos serviços e na indústria. As casas que sobreviveram às inúmeras demolições foram ocupadas por imigrantes jamaicanos e hispânicos que vinham construir as novas estradas. No centro da cidade ficaram apenas os que não tinham capacidade para se «suburbanizarem», bem como as indústrias mais pesadas e poluentes. Mas ficou também a diversidade cultural desses novos nova-iorquinos que acabaria por originar o Hip-Hop

Esta mudança – o chamado white-flight – levou ao declínio do South Bronx. Em duas décadas perderam-se 600 mil postos de trabalho, o rendimento era 40 por cento da média nacional e o desemprego juvenil era quase de 60 por cento. A esperança desaparecia e, no início dos anos 70, existiam no South Bronx cerca de dez mil jovens envolvidos em gangs juvenis.

O que procuravam estes jovens? Um desejo básico de acolhimento, conforto e reconhecimento (ainda que conseguidos através das piores formas). Sentimentos comuns a qualquer ser humano, como nos ensina Afrikaa Bambaataa «Eu entendia os gangs como uma forma de comunidade. Como uma forma de te inserires numa estrutura organizada e que tinha objectivos».

Construindo a auto-estima
Mas essa comunidade, construída sobre identidades negativas, trazia prejuízos. Os jovens envolvidos em situações de enorme violência e apercebendo-se de que, antes do mais, essa violência era um ciclo que destruía as suas próprias comunidades, aos poucos foram procurando outras formas mais construtivas de encontrar o reconhecimento e a auto-estima.

Um episódio histórico registou-se a 7 de Dezembro de 1971, na que ficou conhecida como a Reunião de Paz na Hoe Avenue. No seguimento da morte de um membro dos Ghetto Brothers por um gang rival, naquele dia quase todos os gangs do South Bronx se reuniram no Bronx Boys Club. As cadeiras foram dispostas em círculo e, entre os representantes de cerca de 20 gangs do Bronx, estava um membro dos Black Spades chamado Afrika Bambaataa, então com catorze anos.

Após alguma tensão inicial, a conversa avançou para a perspectiva de que basicamente os gangs andavam a matar-se uns aos outros e que a solução para os problemas daquela zona nova-iorquina teria de passar por uma união. Melendez, dos Ghetto Brothers, concluiu dizendo: «Não somos mais um gang. Somos uma organização. Queremos ajudar os negros e os porto-riquenhos a viverem num melhor ambiente». Desta reunião saiu um tratado de paz e foi criada uma organização comum denominada “The Brotherhood”, mais tarde conhecida como “The Family” e, posteriormente, alargada até ao bairro de Brooklyn.

Privados das oportunidades que outros jovens tinham, encontraram soluções criativas e construtivas para si e para as suas comunidades. Trocaram as armas por velhos gira-discos e criaram instrumentos musicais inventando o djing; misturaram passos dos seus anti-heróis dos filmes de kung fu com os passos de dança funk de James Brown e do mambo e inventaram o breakdance; usaram latas de spray de pintura automóvel para pintarem as suas comunidades que, assim, se tornariam mais coloridas e criaram o graffiti; inventaram rimas sobre a sua condição social e a forma de quebrar o ciclo de exclusão e tornaram-se MC’s. Inventaram o Hip-Hop.

Sem saberem, estavam a reescrever a (sua) história e a inventar uma nova cultura urbana juvenil que viria a tornar-se global neste início de século, e com uma enorme influência nas crianças e jovens de todo o mundo. Sob o lema «Peace between all gangs and a powerful unity» iniciaram um período de construção, pela positiva, das suas identidades e das suas comunidades. Precisamente no lugar onde o Mayor de Nova Iorque, anos antes, chegou a profetizar que «dali nada de bom surgiria», provaram que eram capazes. Afinal, o Mayor enganou-se.

Onde Nova Iorque acaba
Ao visitar estes lugares, quase 40 anos depois da cultura ter aparecido no South Bronx, a primeira sensação que se tem é que um longo caminho foi percorrido. Em dois sentidos. Primeiro, porque a viagem é muito longa. A linha n.º 2 do metro, que nos leva desde a Rua 42, em Times Square, percorre um longo caminho até à Rua 161, em Washington Heights. Daí, o caminho do autocarro BX6 é, também ele, muito longo. De facto, o South Bronx continua a ser um local fora do mapa turístico de Nova Iorque. Quando alguém, como eu, pede indicações para lá chegar, a pergunta continua a soar estranha: «Tem a certeza de que quer lá ir?», perguntavam na estação de metro.

Mas a ideia de que um longo caminho foi percorrido invadiu-me também quando cheguei ao local. Onde estão os edifícios queimados como nas fotos de Martha Cooper? Por onde andarão os Black Spades ou os Ghetto Brothers? O bairro mudou muito.

Efectivamente, os investimentos feitos nas últimas décadas têm trazido infra-estruturas muito importantes ao South Bronx. O novo estádio dos New York Yankees ou o Bronx Museum of Arts, equipamentos que permitem um fluxo constante de gente para o interior desta comunidade, garantem transportes públicos, gerando também empregos e pequenos negócios laterais.

Mas a minha maior dúvida era perceber se, de facto, o South Bronx teria beneficiado do crescimento do Hip Hop e da sua disseminação. Para isso, nada melhor do que falar com quem diariamente trabalha na comunidade e acompanha o processo. Visitei, pois, um dos pólos de desenvolvimento da comunidade, «The Point», uma organização local que promove a inclusão social através do Hip-Hop e da cultura, no seu sentido mais lato.

Onde a comunidade encontra a criatividade
«The Point» (
www.thepoint.org) é uma organização local sem fins lucrativos, fundada em 1994 por quatro residentes no bairro. Para o meu anfitrião, Danny Peralta, «o segredo da organização é aproveitar as potencialidades e não ver as pessoas apenas como parte do problema mas também da solução.». A única coisa que lamentam é o facto de não terem chegado mais cedo àquele bairro.

Na sede da organização, todos os dias, mais de 150 jovens participam em actividades como expressão dramática (existe um teatro totalmente equipado na sede), fotografia (numa parceria com o Centro Internacional de Fotografia), culinária no “Point Cafe” (onde fazem os melhores pratos vegetarianos do bairro, com alimentos oferecidos por uma ex-modelo que doou um milhão de dólares em alimentos vegetarianos, tendo sido criada uma empresa de catering, a Bascom), artes circenses (numa parceria com o Cirque du Soleil), danças latinas, breakdance, estúdios de música, ateliers de Graffiti, entre muitas outras.

O papel do Hip-Hop aqui é fundamental. Diversas personalidades ligadas à cultura participam activamente em eventos, como é o caso recente de Kool Herc, ou a Tats Cru (
www.tatscru.com) que aqui reside há vários anos, desenvolvendo variados projectos artísticos ligados ao graffiti e à street art, formando jovens para serem activos e empreendedores na comunidade. Exemplo disso mesmo é o embelezamento das fachadas das lojas da comunidade, que se tornaram mais atractivas, bem como as intervenções em murais de paz e de apelos à não-violência que a Tats Cru promove.

Outra forma muito interessante de valorizar o Hip-Hop na comunidade, passou por outra iniciativa da «The Point» que organiza visitas culturais guiadas aos locais onde a cultura surgiu. Nas denominadas South Bronx Tours, salientaria a visita «Mambo to Hip-Hop» que nos leva pelos salões de dança onde originalmente se dançava o Mambo no bairro, mostrando-nos como, aos poucos, o breakdance foi surgindo. Estas visitas incluem ainda contactos com alguns dos primeiros Wall of Fame do bairro ou a visita a espaços míticos como o n.º 1520 da Sedgwick Avenue, onde decorriam as famosas blockparties do DJ Kool Herc. Aqui pretende-se, aliás, criar o futuro Museu do Hip-Hop, numa estrutura que permitiria abrir, ainda mais, o bairro ao resto da cidade, valorizando um património único que está, actualmente, disperso.

Pós Hip-Hop
Apesar dos benefícios que o Hip-Hop trouxe de volta ao South Bronx, os seus malefícios foram também tremendos. De facto, para Danny Peralta, «o Hip-Hop teve o seu clímax no South Bronx algures na década de 90, estando em claro declínio nos últimos anos». Isto deve-se, sobretudo e muito, à massificação do bling-bling e do gangsta rap que fez diversas vítimas na comunidade. O espírito inicial da cultura tem vindo a perder-se para desespero dos seus fundadores.

De facto, se o Hip-Hop possibilitou que organizações como “The Point” se tornassem pólos de mobilização de recursos e apoios, revertendo-os para a comunidade, também foi o Hip-Hop menos consciente que fez, novamente, disparar o crime violento (o South Bronx continua a apresentar as taxas mais elevadas de criminalidade no estado de Nova Iorque), a prostituição e as mensagens machistas, homofóbicas e violentas.

Este é o outro lado da moeda e que muito custa a compreender aos fundadores do Hip-Hop. De facto, pessoas como o DJ Kool Herc e o DJ Red Alert têm passado muito tempo dos últimos anos a fazer chegar esta mensagem àqueles que deram continuidade ao que eles iniciaram, tentando demonstrar-lhes que o caminho é exactamente o contrário ou, como ele próprio diz, «it’s not about keeping it real, it’s about keeping it right».

Para os que ali residem, o futuro do Hip-Hop está em reconstrução. Danny Peralta fala-nos de uma nova «estética emergente que passa, para já, pela fusão do Hip-Hop com o rock». Os jovens estão a aprender a tocar instrumentos como guitarra, baixo e bateria (como faziam os músicos jazz e rock do bairro vizinho do Harlem no período pré Hip-Hop) e andam a experimentar novas fronteiras criativas. O que nos dizem é que, dentro de 10 anos, ali «surgirá algo de novo que, mais uma vez, trará inovação ao resto do mundo».

Não duvidamos. Tem sido sempre de baixo para cima que a inovação se processa e é preciso lembrar que, apesar de ser ainda das comunidades mais pobres norte americanas, foi ali que nasceram e/ou cresceram figuras como Rock Steady Crew, Afrika Bambataa, Kool Herc, Grandmaster Flash, Fat Joe, Keith Haring, para citar alguns hiphopers, ou Al Pacino, Jennifer Lopez e Colin Powell, para referir outras individualidades.

O Bronx continua a ser o distrito mais pobre do país, em que 50 por cento das pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza, mas ninguém lhes pode retirar a capacidade criativa e de inovação. Apesar do percurso ser ainda longo, ele faz-se caminhando e a mudança é já visível.

Pese embora as muitas dúvidas e inquietações, venho do Bronx com uma certeza: se em Portugal, subitamente, num movimento colectivo, todos(as) os MC’s, DJ’s, b-boys, writers e produtores, decidissem dedicar algum tempo a comunidades como esta, partilhando o seu know-how, de forma construtiva e positiva, na edificação de um país mais justo e solidário, o impacto seria tremendo. Se alguns decidissem criar associações como «The Point», se outros se voluntariassem, sobretudo num período de crise como aquele que atravessamos, seria uma enorme onda de esperança. E essa, mais tarde ou mais cedo, traz a mudança.

Carving (and Paiting) Urban Environments

Call for papers
Interstices: Carving (and Paiting) Urban Environments
Segundo seminário internacional organizado pelo grupo de pesquisa On walls
Lisboa, ISCTE, 9-11 de Julho de 2009
Seminário interdisciplinar sobre os usos intersticiais do espaço público urbano. Apelando a diferentes áreas disciplinares, o grupo de pesquisa On Walls, reunindo investigadores de diversas universidades europeias, convida académicos, investigadores, técnicos e agentes culturais a debaterem a cidade contemporânea e os modos de apropriação do espaço urbano por parte dos cidadãos.
Comissão Organizadora:
Ricardo Campos (Centro em Rede de Investigação em Antropologia)
Andrea Brighenti (Universidade de Torino)
Pedro Neves (GRAUU Colectivo Cultural)
Apoio:
Centro em Rede de Investigação em Antropologia
Envio de propostas e comunicações:
As propostas devem ser enviadas até 15 de Maio e incluir resumo da comunicação (em português e inglês) e breve Curriculum Vitae. As comunicações devem ser enviadas até 12 de Junho.
E-mail:
rmocampos@yahoo.com.br
Idiomas do seminário:
Inglês e Português

Apresentação do seminário:
Interstices: Carving (and Painting) Urban Environments

The people who truly deface our neighbourhoods are the companies that scrawl giant slogans across buildings and buses trying to make us feel inadequate unless we buy their stuff. They expect to be able to shout their message in your face from every available surface but you’re never allowed to answer back. Well, they started the fight and the wall is the weapon of choice to hit them back.
Banksy

WHO
‘On Walls’ is an independent and international research group on walls and practices related to writing on walls and wall writers (muralists, graffiti writers, street artists, etc). We are interested in artefacts (objects), practices (producers), as well as in the relationship between the wall and the city (aesthetics, architecture, and urban spaces). The rationale of the group is to exchange views and research experiences, to circulate each other’s articles, and discuss research agendas. While the background of some of us is ethnographic, we are methodologically open to the most diverse perspectives. From a disciplinary point of view, we expect to cover a range from cultural studies, urban studies, through sociology, to criminology, and beyond.

WHAT
In the second edition of the On Walls seminar we would like to tackle the issue of urban interstitial spaces. We look at the city as a cultural artefact, a complex symbolic object that offers an extraordinary historical account of different practices, ideologies and imaginaries of its inhabitants. Urban space is a repository of significant cultural expressions, a stage for individual and collective performance. The result of conflicting wills and powers, the lived city is a testimony to the power of human agency against powerful historical and social determinants. The corporeal city therefore represents, for many, a fundamental strategic resource, an opportunity for the dispossessed, marginalised or merely ignored to exercise power and organise alternative, resistant, or counter-hegemonic discourses. Identities and projects are forged within the boundaries of spatial appropriations, revealing the creative ways by which urban agents may transform meanings, spaces and discourses.
The point of departure for the seminar is the attempt to define interstitial practices and places in contemporary metropolis. We are interested in the view from below into the planning of space and the ways in which creative and resistant practices – including graffiti, street art, busking, activism, and other forms of urban exploration – act upon and intervene into residual spaces. Improvisation, challenge, and bricolage, but also playful as well as angry statements on the neoliberal city and urban inequalities, make their way through interstitial spaces, often as a way of talking about the dominant distribution of urban in/visibilities.
We would like to raise a number of questions and consider them both at the theoretical and methodological levels:
– How to conceptualise, discover and describe urban interstices?
– What is the place and function of these intersticial places in an ordered and disciplined urban environment? How do these spaces contribute to the construction of the city and its representations?
– What happens in urban interstices? What type of phenomena, events, social interaction do these spaces attract?
– How do walls concur in the definition of interstitial areas in the city? What happens to walls in urban interstices? How are they used in interstices?
– What kind of relation can we find between more alternative and underground street performances/practices and the official/mainstream cultural practices and discourses (official art, advertising, political propaganda, etc.)?
– How are practices of graffiti, street art, busking, and activism related to urban interstices?

Isabel Cardana
(secretariado)

CENTRO EM REDE DE INVESTIGAÇÃO EM ANTROPOLOGIA (CRIA)
[FCSH-UNL FCT-UC ISCTE UM]
Sede:
Av. Forças Armadas, s/n - Ed. ISCTE
Salas 2N7 e 2N9 / Cacifo 237
1600-083 Lisboa PORTUGAL
Tel: +351 21 790 39 17
Fax: +351 21 790 39 40
E-mail:
mailto:secretariado.cria@gmail.com
Website:
http://www.ceas.iscte.pt/cria